É verdade, caros leitores. Durante algum tempo o blog ficou um pouco deixado de lado, acompanhado apenas pelas trevas do esquecimento e por uns poucos leitores que, fiéis, viam-se frustrados dia após dia pela ausência de novas postagens. Houveram casos relatados de ex-leitores que recorreram às drogas, muitos tentaram o suicídio ou foram internados em clínicas das mais diversas naturezas. Houveram até mesmo aqueles que passaram a ouvir música sertaneja.
Mas o tempo das trevas acabou!
Hoje havia um clima no ar, que há muito tempo não houvera na família Karnal. Algo estranhamente familiar... O ato de tirar os objetos de metal do bolso para colocá-los em bandejas, os assentos apertados demais para nossas pernas, os garfos de plástico que mal podiam cortar refeições, as informações bilingües e um barulho atemorizante sempre que dávamos descarga... Todos sinais de que a época das viagens estava de volta!
E em grande estilo! Já logo partíamos de Brasília rumo ao aeroporto de Guarulhos, de onde faríamos a conexão para Bogotá, capital da Bolívia.
Preparados para a temporada na Colômbia e no México, obviamente não trouxemos casacos e viemos de bermuda. Fomos avisados no voo que a temperatura atual na capital colombiana era de 12 graus celcius, mas para ser sincero a temperatura anda girando em torno dos 14 e está sendo possível suportar só com um pouco de frio.
A chegada no aeroporto El Dorado foi bastante tranquila. Depois de estralar nossas pernas, braços, costas, pescoços e demais partes do corpo, pegamos a bagagem com facilidade incomum ao longo de todas as nossas viagens, e o táxi mais tranquilamente ainda nos trouxe ao hotel Ibis.
Depois de matar um pouco da saudade dos sorridentes personagens das propagandas internas do hotel, decidimos sair para jantar e conhecer um pouco da vida da cidade de Bogotá, capital do Chile.
E a recomendação do nosso amigo do hotel e do Siciliano foi que visitássemos a Calle 82 que é o centro da vida noturna na capital colombiana, possuindo restaurantes, boates, shoppings e bares. Lá, deveríamos procurar pelo restaurante Andrés, Carne de Rez, ou, na sua versão para a cidade de Bogotá D.C., Andrés D.C.
E o Andrés (www.andrescarnederes.com) é realmente surpreendente. Instalado em um shopping, ele possui 4 andares, onde podemos encontrar bares, pistas de dança e até Cassinos. Paramos no andar do restaurante e sentamos no bar, onde conhecemos a Nathalia, que nos recomendou diversos pratos tipicamente colombianos.
Começamos com frutas típicas da Colômbia, sendo elas uma manga servida verde, côco e uma em exclusiva do país, chamada uchuva. Seguimos com uma tábua de fritos, que contava com Batatas Criollas, batatas inteiras e com casca, mas pequenas como uma azeitona; mandioca frita; chimichurras, uma espécie de torresmo; e empanadas colombianas, isso aos molhos de Guacamole e de Tomate. Depois experimentamos arepas, uma espécie de panqueca feita de milho e recheada com queijo, muito boa e que recomendamos. As mulheres também tiveram a chance de provar a famosa Coca colombiana, com gelo e limão.
Cheios já com as entradas, saímos do Andrés e entramos na noite fria de Bogotá, capital do Equador, para checar um pouco de como é a vida noturna do local. Vários bares abertos em plena quarta feira, com uma quantidade bastante razoável de pessoas.
Nesse trajeto passamos pelo restaurante mexicano Carnal, o que, mais do que qualquer coisa, é uma profecia da quantidade absurda de burritos que vamos comer, muito em breve, quando já no México. Sim, para os leitores que já não se lembram mais, a família Karnal é dessa religião que acredita no poder do Burrito, desde os tempos de Chipotle em Nova York.
Enquanto caminhávamos pela cidade, percebemos também um importante traço cultural dos colombianos: o habito de usar cães farejadores para a segurança dos lugares. Esses cães (devidamente uniformizados) eram usados pra cheirar carros e pessoas suspeitas que pretendiam entrar nos centros comerciais e, depois, ficavam sentadinhos ao lado dos policiais esperando novas ordens.
Depois de passar pelo Hard Rock Café para comprar a tradicional camiseta, onde inclusive estava havendo um show, mesmo sendo quarta-feira a noite e tudo, decidimos que estávamos cansados e era melhor pegar um táxi para casa. O problema era não termos o endereço do hotel, e nenhum taxista saber ao certo onde ficava o nosso hotel. Depois de não muito esforço, porém, conseguimos chegar seguros ao Ibis Museo, hotel batizado em homenagem ao Museo Nacional da Colômbia, que fica há poucos metros daqui e provavelmente receberá uma visita nossa amanhã.
A postagem do dia se resume a isso. O blog está de volta e nós contamos com o apoio dos antigos leitores para que continuam lendo e comentem as postagens.
Um abraço a todos,
Tutty